Rondonopolis

STF vai investigar denúncia de propina para deputado de MT em obra de aeroporto

A denúncia de superfaturamento na obra de reforma do aeroporto de Rondonópolis, que teria gerado um recebimento de propina para o deputado federal Carlos Bezerra será investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação estava sob o comando da juíza Selma Rosane Santos Arruda, da Sétima Vara Criminal, mas seguiu para o Supremo devido ao foro privilegiado do parlamentar.

O inquérito foi aberto pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública. Na investigação, ficou constatado irregularidades que caracterizariam crimes contra a administração por parte da Ensercon Engenharia Ltda, responsável pela obra.

Além de Carlos Bezerra, serão investigados também Jose Carlos Ferreira da Silva, o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Cinésio Nunes de Oliveira, o ex-superintendente de obras e transportes, Tércio Lacerda de Almeida, o representante da empresa Ensercon, Marcílio Ferreira Kerche, Edmar Alves Botelho, Esmeraldo Teodoro de Mello e o engenheiro Pedro Maurício Mazzaro.

O recebimento de propina por parte de Carlos Bezerra, em relação a obra de reforma do aeroporto de Rondonópolis é citada pelo ex-governador Silval Barbosa, em seu acordo de colaboração premiada. Segundo o ex-chefe do executivo estadual, o parlamentar contraiu um empréstimo não declarado de R$ 4 milhões com uma empresária, pedindo que Silval fosse o avalista, que assinou cheques emitidos por Bezerra em garantia para a empresária.

Para quitar o empréstimo, os Bezerra e Silval combinaram que o parlamentar cobraria propinas nas obras da construção de uma estrada entre Nobres e o distrito de Bom Jardim, feita pela Construtora Tripoli, cujo proprietário é o deputado estadual Nininho, além da Ensercon, que tocou a obra do aeroporto de Rondonópolis, e a EBC – Empresa Brasileira de Construções Ltda, responsável pelo recapeamento da MT 060.

Bezerra teria recebido as propinas, mas não quitou a dívida, honrada posteriormente por Silval Barbosa, segundo o acordo de colaboração premiada. O Tribunal de Contas do Estado detectou um superfaturamento de R$ 7,5 milhões na obra.

 

 

 

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Fonte:folha max | 29/11/2017